Freitag, November 20, 2009
Mittwoch, November 18, 2009
Sonntag, November 15, 2009
Alone With Everybody
a carne cobre os ossos
e colocam uma mente
ali dentro e
algumas vezes uma alma,
e as mulheres quebram
vasos contra as paredes
e os homem bebem
demais
e ninguém encontra o
par ideal
mas seguem na
procura
rastejando para dentro e para fora
dos leitos.
a carne cobre
os ossos e a
carne busca
muito mais do que mera
carne.
de fato, não há qualquer
chance:
estamos todos presos
a um destino
singular.
ninguém nunca encontra
o par ideal.
as lixeiras da cidade se completam
os ferros-velhos se completam
os hospícios se completam
as sepulturas se completam
nada mais
se completa.
Freitag, November 13, 2009
Dienstag, November 10, 2009
San Franscisco ist hier bei uns
foto de Pablo Pérez MínguezTodas as atenções voltadas para mim. Quando me perco dentro de mim mesmo. Então, sinto estranhamento quando me vejo diante do espelho. Quando coloco os olhos em mim mesmo e a “realidade” me puxa (ou empurra) de volta. Atravessei o espelho-mundo, me perdi e morri. Foi preciso morrer para nascer de novo. Quero cuidar mais do que ser cuidado. Mas basta, pára por aí
esse desequilíbrio na balança
implica já
numa série de mudanças.
Acho que nasci com mais vocação para ser pai (arquétipo) do que ser filho. Um teorema edipiano. Mas a vida, o destino, eu mesmo, as circunstancias, me arremessaram de volta ao lutar de filho. Perder-se em si é ver o mundo com o seu rosto, as pessoas na rua têm seu rosto, sua cara, seu ego. Só você que não vê. Traz para seu mundo pra se sentir seguro. Eu também quero ser outro alguém, do outro lado da ponte, encontrar meu próprio John Malcowich. Nunca se tratou no cinema de um tema tão óbvio e tão desesperante decorrente quanto ver-se a si mesmo em todo lugar. Encontrar?, encontrei. Um portal no espelho que conduziu meu olho ao fundo turbulento e sacro, sagrado e profano, conspurcado e louco, demente e prodigioso, habilidoso e desajeitado através da repetição. E a vida não tem dois lados que se possa escolher. Antinomia, oximoros, dualismos profiláticos. Um Buda da oitava dimensão.
Samstag, November 07, 2009
Freitag, November 06, 2009
Complexo do Papagaio
papo de cumadre...
Sabe, estouraram a boca de fumo. A casa caiu, “não corre não playboy” descendo a ladeira da Principal. Pegaram o Rato vendendo o bagulho lá. Mas será que “fica”? Sabe, o Rui mais o amigo dele, pagam um menino, moleque mesmo, pra ficar lá na quebrada, imagina, depois de vinte e cinco anos de polícia... Mas também, trocando tiro com bandido, que não tem nada a perder, aliás, eles “ganham” mais muito mais que a gente. Soldado de rua, viatura, patrulha... assim igual o Rui, ganha um salário de merda. E porque que ele não se aposenta? ah, menina, tomou gosto, né, pela bandidagem, cavalo velho assim que nem ele não aprende mais outra coisa, quando fica fazendo churrasco, em casa, domingo com os polícia, só fala de morte, de batida, de briga de policia com policia, com ladrão, com traficante, assassino, estrupador, é ladrão de banco que eles mataram, é policia que morre, dá até pra ver o ódio na cara deles... a carne até fica com gosto de defunto, eu saio de casa, vou lá na Marlene, cê ficou sabendo que mataram o Marmita, aquele negão amigo do Rui, pois é... ano passado esse Marmita, Cláudiomiro o nome dele, pregou um menino aqui da comunidade na parede, o Pequetito, deu nele um tiro de 12, escopeta menin, aquela de cano duplo, é, essa mesmo, voa porva pra tu quanto é lá... as costas do menin ficou igual carmoída, daí o irmão dele pegou o Claudiomiro semana passada no beco, é... vamô ver, né? agora tem um tal de Caverinha mandando na bandidagem aqui nesse lado do morro, pelo menos não é igual no Rio, né? que a poliça chega é de Caverão, aquilo é um tanque de guerra... mas a guerra tá aí, né fia? escundida, a gente não sabe como vai sê o dia de amanhã, mas como é que faz? o pai do Rui nasceu e morreu aqui, Seu Antônio, conhece todo mundo, o açougueiro, o serralheiro, os menino que a gente viu nascé agora tão aí, trocando tiro, toda hora “cai” um, Íxi... quando tem festa então, nossinhora... a gente fica aqui quietim dentro de casa. Não sei como é que o Rui ainda não morreu ainda...
Donnerstag, November 05, 2009
agora não dá, me liga mais tarde, estou saindo, oi Gustav hoje é dia de pagar o aluguel, pois é eu lamento, mas vamos aguardar mais um pouco, você conversou com o Araújo? então fica todo dia cinco, você vai pra Papagaios? boa viagem, segunda a gente conversa, domingo o Xuxa vai pintar a loja, só tem gente famosa, verde limão, vai tirar aquele cocô de morcego da fachada, vai dar “cara nova” no sobradinho, você viu eu tô sem grana, só um instante, “Lucinha, diz que vai maínha mais eu”, pode deixar, sim, desculpa, tem que falar assim senão ela não entende, facilita a comunicação, você fala alemão? não, mas me viro bem, não tenho vergonha, “a que horas sai o trem?”, “meu nome é”, “de onde você vem/ pra onde você vai?”, “quanto custa?”, “aqui tem ducha quente?”, e eu tenho que ver tanta coisa, ele me entrega a chave, agora falando contigo, Karla, e eu tenho que me virar nos 30, Joselito sem noção, trinta e um, minha idade. Hoje é que dia mesmo? eu tenho que arrumar um cozinheiro, e o pizzaiollo, você vai me ajudar? termina essa monografia logo! eu te quero, eu vou na Biblioteca Pública devolver uns livros, mas você não estava sem os documentos? referências em filosofia, só na Biblioteca, mas então? Kierkgaard Feuberbach, e como..., “acho (penso) que não vou nem perguntar...”, então a gente se vê, I hear they say as I walk I hear they talk expect the final blast, eu vou te ver você me liga, nesse caso verifique se há problemas com a pontuação, eu te ligo quando chegar, açúcar mascavo, limão, abacaxi, pimenta branca, pimenta calabresa, isso vai ficar “picante”, preciso fazer mais chutney, eu podia fazer pão, pão com nozes, ou vocezes, Mussum, rio sozinho, não morreu, nunca morrerá, começamos a reverenciá-lo, preciso reiniciar recomeçar, ou melhor, começar, “dar andamento” prosseguir, adágio expressivo, Allegro ma no molto, piano, pianíssimo, andante, andantino, presto e fogoso! difícil interpretar todos esses ritmos,”andamentos”, latentes, pungentes, ou pulsantes, fico eu e minha mãe, somos dois, somos mil, então em dezembro você me ajuda, preciso de fluído de engrenagem, o telefone, alô...september songs
v
v
What keeps mankind alive?
And now, the ballad of the question
What keeps mankind alive?
ccc
You gentlemen who think you have a mission
To purge us of the seven deadly sins
Should first sort out the basic food position
Then start your preaching, that's where it all begins
xxx
You lot who preach restraint and watch your waist as well
Should learn for once the way the world is run
However much you twist, or whatever lies you tell
Food is the first thing, morals follow on
xxxxxx
So first be sure that those, who are now starving
Get proper helpings, when we all start carving
xxxxx
What keeps mankind alive?
What keeps mankind alive, the fact that millions
Are daily tortured, starved, silenced, and oppressed
Mankind can keep alive, thanks to his aptitude
For keeping his humanity repressed
And now for once, you must try to face the facts
Mankind is kept alive by bestial acts
And now for once, you must try to face the facts
Mankind is kept alive by bestial acts
xxxx
Mockingbird wish me luck

A free 25 page booklet
00000
dying for a beer dying
for and of life
on a windly afternoon in Hollywood
listenig to symphony music from my little red radio
on the floor.
-
a friend said,
“all ya gotta do is go out on the sidewalk
and lay down
somebody will pick you up
somebody will take care of you”
-
I look out the window at the sidewalk
I see somenthing walking on the sidewalk
she wouldn’t lay down there,
only in special places for special pleople with special $$$$
and
special ways
while I am dying for a beer on a windly afternoon in
Hollywood,
nothing like a beautiful broad dragging it past you on the
sidewalk
moving it past your famished window
she’s dressed in the finest cloth
she doesn’t care what you say
how you look waht you do
as long as you do not get in her
wy, and it must be that she doesn’t shit or
have blood
she must be a cloud, friend, the way she floats past us.
----
I am too sick to lay down
the sidewalks frighten me
the whole dammed city frightens me,
what I will become
what I have become
frightens me.
-
ah, the bravado is gone
the big run through center is gone
on the windy afternoon in Hollywood
my radio cracks and spits its dirty music
through a floor full of empty beerbottles.
---
now I hear a siren
it comes closer
the music stops
the mano n the radio says
“we will send you a free 25 page booklet:
FACE THE FACTS ABOUT COLLEGE COSTS.”
oooo
the siren fades into the cardboard mountains
and I look out the window again as the clasped fist of
boiling cloud comes down –
the wind shakes the plants outside
I wait for evening I wait for night I wait sitting in a chair
by the window-
the cook drops in the live
red-pink salty
rough-tit crab and
the game works
on
ooooo
come get me.

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